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    • As meninas da Socoowski
    • BALADA DE UM REACIONÁRIO
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    • RESENHA SOBRE O FILME UM MESTRE EM MINHA VIDA
  • Onde ficava a dor

    Precisava sair e ver de perto aquelas crianças que sorriam, corriam por terrenos baldios, fingindo que eram campos de futebol e se perdiam alegres na experiência do sol. Então, me perguntei angustiado, onde ficava a dor? A dor dos que se consumiam em contas, em brigas rebuscadas, em tons alternativos de valentia e medo.  Onde…

    Dezembro 18, 2024

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    crônica
    condomínios, crianças, dor, esperança, favela, felicidade, futebol, medo, morte, quintais, sonho, zumbis
    Onde ficava a dor
  • O peso da liberdade

    Sentia as madrugadas se espraiarem e a sensação de que a vida se alongava, ali, naqueles momentos fugazes. Nada havia para impor: a natureza se completava. A vida estava além das paredes de seu quarto.  Estirava-se nas sombras encardidas dos muros mal pintados, nas sacadas fragmentadas, nas quais figuras se expunham assim, descomedidas e sem…

    Novembro 7, 2024

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    conto
    arma, assalto, escuridão, frio, gozo, janela, liberdade, madrugadas, medo, morte, solitário, torpor
    O peso da liberdade
  • A bomba e a aeromoça gaúcha

    Meu amigo tinha por hábito externar qualquer pequeno problema que o acometesse. Às vezes, uma mudança abrupta no seu estado psíquico, como uma melancolia, uma vontade de se afastar de onde estava ou simplesmente um pequeno ruído que o incomodava. Via de regra, sabíamos que reagia com certo exagero às circunstâncias, mas respeitávamos o seu…

    Outubro 11, 2024

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    Uncategorized
    aeromoça, avião, bomba, celular, gaúcha, melancolia, piloto, poltrona, ruído
    A bomba e a aeromoça gaúcha
  • Quando vemos?

    Quando vemos? Há momentos em que é preciso parar, respirar, olhar sem filtro, sem visgo, sem rastro. Há momentos em que os passos quase se inspiram na brisa, se apequenam nos rodopios da areia, na poeira que sobe e brilha tão nítida, que quase percebemos os caminhos. Há momentos em que não se corre mais,…

    Outubro 1, 2024

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    Uncategorized
    areia, filtro, momentos, mundo, olhar, poeira, rastros
    Quando vemos?
  • O covil

    Saímos às escondidas, desviando dos pingos da chuva, batida intermitente na pele. Causava-me certo prazer, misturado ao temor desconhecido, de que alguma coisa não andava bem. Era frio e escuro e as ruas desertas, como se todos se refugiassem em suas casas, temerosos de uma investida agressiva, da qual não havia defesa.  Apenas as palavras…

    Setembro 12, 2024

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    almas, cemitério, cerração, corações, covil, faminto, fantasia, frio, garras, monstro, mortos, prazer, tirano, vento
    O covil
  • De reputação ilibada

    Quando a via pelas vitrines, sentia um certo frisson ao vê-la assim, tão bem vestida, geralmente de um vermelho vivo ou mesmo um cinza apagado, mas que por detrás daquelas cores, certamente havia grande conteúdo. Por vezes, tinha a esperança de que alguém a trouxesse até mim, mas era apenas sonho. No tempo, em que…

    Setembro 11, 2024

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    ciência, cinza, enciclopédia, erudição, esperança, família, fisson, humanidade, metrópole, mundo, reputação, saber, sonho, vermelho, vitrines
    De reputação ilibada
  • Quase parente

    Ela nem tinha chegado aqui e eu já me emocionara com a sua presença. Era forte, altiva, esclarecida e divertida. Nas poucas horas em que tínhamos contato, na verdade, eu que ficava hipnotizado por ela, meu dia ficava mais festivo. Ou melhor, a noite, o período em que realmente nos encontrávamos na casa de uns…

    Setembro 10, 2024

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    crônica
    Quase parente
  • Do outro lado do rio

    Houve momentos em que pensei na ida. Não me refiro à ida às compras, ao médico, ao seminário, à biblioteca, ao museu, à beira do cais. Esta ida sempre tem a volta e por mais que se vá, sempre se observa um detalhe diferente, diverso do que se vê. É assim mesmo, é desta forma.…

    Setembro 2, 2024

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    alma, filósofo, Heráclito de Éfeso, ida, retorno, rio, sentido
    Do outro lado do rio
  • agora

    Caminhei pelas mesmas ruas tão familiares, quase um quintal de casa. Nada que desperte muita atenção, a não ser o trânsito, às vezes intenso, que pede algum cuidado. Às vezes, um grupo mais homogêneo para desviar na calçada. Uma bicicleta desavisada, uma moto que dobra na esquina em alta velocidade, um ônibus que quase derrapa…

    Julho 24, 2024

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    agora, bicicleta, futuro, história, pensamentos, quintal moto, rotina, ruas, sensações, vazio
    agora
  • As dores que sinto

    As dores que sinto por certo não são maiores do que as tuas, nem mais fortes ou derradeiras. Não despertam convulsão, não mudam rumos, nem causam quaisquer transtornos nas visões periféricas de nossas órbitas sonâmbulas. Não passam de dores particulares, não fazem parte do coletivo. Talvez permaneçam profundas e enraizadas em meandros quase desconhecidos, mas…

    Julho 16, 2024

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    órbitas, carapaça, coletivo, convulsão, dores, gatilhos, leis, regras, visões
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