Mordaça

Queria criar um balaio de flores
Símbolo de beleza em cenários esparsos
Na esperança de conceber valores
Que desfaçam laços e cadarços

Da mordaça que invade nossas vidas
Do medo que instiga os desejos
Das vitórias que não temos definidas
Das lutas que se furtam aos ensejos

Quem sabe tais flores invadam espaços
Vazios com feridas abertas
Varrendo retrocessos engessados
Numa vanguarda de ideias

E num mundo assim debilitado
Transgridam os ferrolhos das cancelas
Libertem as mentes magoadas
E desaferrem, num ímpeto, as celas.

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